ANOTAÇÕES DA BÍBLIA

Interpretação da Bíblia

Interpretação da Bíblia

 

 Interpretar significa EXPLICAR ou ESCLARECER o sentido. Atrás da interpretação jaz acesso de interrogar. Um tem que examinar à Bíblia antes de explica - la. Pois a primeira pergunta deve ser: QUE DIZ? E a segunda QUE SIGNIFICA?  Muitos dos erros da interpretação são procedidos da negligência em verificar primeiramente o que diz a Bíblia. Concordamos que um livro escrito para toda raça humana, para pobres e ignorantes, tanto como para os ricos e educados. A mensagem do amor de Deus acerca do pobre pecador não foi escrita ia linguagem dos colégios e universidades, que o POVO não de compreender. Ao contrário, Foi escrita cm linguagem tão simples e singela que unia criança pode compreendê-la. ”Porque oculta estas coisas aos sábios e entendidos, que não humilhar – se para aprender com Deus” (Mat.11:25)

INTERPRETAÇÃO da BÍBLIA. Pergunta-se QUE DIZ? QUE SIGNIFICA?

Aceite o sentido literal das palavras, compare uma passagem com a outra, sempre examine o contexto de uma palavra, acordo e fim do propósito das Escrituras, aceite a Bíblia como uma Revelação de Jesus Cristo, busque cada passo a iluminação do Espírito Santo, não esperar para compreender tudo.

LEMBREMOS QUE A BÍBLIA DÁ O TESTAMENTO DE SI MESMA.

 A teologia Bíblica é amiga do crescimento espiritual

 1- BUSQUE A CADA PASSO A ILUMINAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

 Não se pode ter melhor ajuda em compreender um livro do que o privilégio de perguntar o sentido ao seu próprio autor, o Espírito Santo de Deus, Ele é o autor de todas as Escrituras; Pois se o temos conosco em todo o tempo, podemos pedir a Sua ajuda na interpretação, ou perguntar - lhe a cada passo quais são as verdades especiais que quer gravar em nossa memória. Quem estuda a Bíblia sem a iluminação do Espírito Santo, esta comendo a casca da melancia e jogando fora a fruta; esta colocando a lâmpada na mesa sem enche - la de azeite; esta puxando do seu automóvel na rua sem gasolina. O Espírito revela -se à alma obediente que determinou por em prática tudo o que aprende. Usemos sempre orações q ando procurarmos a Bíblia

1º - Sl.119:18 -  Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.

 2º - Js.5:14 - E disse ele: Não, mas venho agora como 5príncipe do exército do SENHOR. Então, Josué se prostrou sobre no seu rosto na terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo?

 3º - Jo.2:15 -  E, tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, bem como os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas,

A purificacão do templo foi o primeiro grande ato público do ministério de Jesus (Jo

2.13-22) e também o último (Mt 21.12-17; Mc 11.15-17). Com grande indignação, Ele expulsou da casa de Deus os ímpios, os avarentos e os que invalidavam o verdadeiro propósito espiritual dela. A dupla purificação do templo, efetuada por Jesus durante seu ministério de três anos, indica quão importante são suas lições espirituais, que se seguem:

1) O maior cuidado de Jesus é com a santificação e com a devoção sincera dentro da sua igreja (Jo 17.17,19). Ele morreu para santificá-la, purificando-a, para ser santa  e irrepreensível (Ef 5.25-27).

2) A adoração na igreja deve ser em espírito e em verdade (Jo 4.24). A igreja deve ser um lugar de oração e de comunhão com Deus (Mt 21.13).  

3) Cristo condenará todos aqueles que usam a igreja, o evangelho, ou seu reino, visando a ganhos ou glórias pessoais, ou autopromoção.

4) Nosso amor sincero a Deus e ao seu propósito redentor resultará num zelo consumidor pela justiça da sua casa e do seu reino (Jo 2.17). Isto quer dizer que ser semelhante a Cristo inclui a intolerância com a iniquidade dentro da igreja (cf. Ap 2,3). (5) É essencial que todo autêntico ministro cristão proteste contra aqueles que profanam e degradam o reino de Deus (Rm 14.17; 1 Co 6.9-11; Gl 1.6-10; Ap 2,3).

6) Se não deixarmos Cristo entrar em nossas congregações para expurgar o engano, a imoralidade, a secularização e a profanação, (veja Ap 2,3) mais tarde, na sua segunda vinda, Ele executará juízo divino, purificando suas igrejas de modo definitivo (ver Ml 3.2).

 1 – ACEITE O SENTIDO L1TERAL DAS PALAVRAS

 A tendência de hoje em dia é tomar toda a história da Bíblia em alegorias, e os modernistas fazem com o fim de tirar o milagroso, porque não crêem que Deus pode fazer maravilhas. Há partes da Bíblia que são alegorias: e contém muitas parábolas e símbolos; porém a Bíblia sempre nos diz quando é alegoria, por exemplo: em Ap 17.1 - 5, vê -se uma mulher sobre cuja cabeça, está escrito: Mistério,Babilônia, a grande, etc. Disto podemos entender  que a passagem é alegórica e não foi uma mulher literal, Temos um  símbolo de uma mulher má que João viu na visão. Porém em Lucas 16.19, Jesus disse: “havia certo homem rico...”, do qual entendemos que Ele estava contando uma história verdadeira e não uma parábola. (Aqui Jesus chamou duas pessoas pelo nome — Abraão e Lázaro).

 2 – SEMPRE EXAMINE O CONTEXTO DE UMA PASSAGEM

 Há palavras e frases que são usadas em distintos sentidos da Bíblia: e o sentido correto se pode distinguir pela perscrutação de contexto, que precede e que segue a dita passagem do texto. Por seguinte, é claro que não se refere à vida futura, mas a esta mesma vida e descreve às glórias, às bênçãos espirituais que Deus tem preparado para os que recebem a plenitude do Seu Espírito.

 Efésios 4:30 a 32 –Provérbios 6:16 a 19 -  Mantenha Distância            

Não Entristeçais o Espírito Santo

 Quando Paulo estava preso em Roma, escreveu esta carta para os irmãos de Efésos e os fiéis em Cristo Jesus. (nós).

São treze cartas ao todo. Doze tinham motivações, mas esta não achou a motivação. Deus o inspirou. É uma carta UNIVERSAL. (católica) É um tratado sobre a igreja. Nós não temos em nenhuma carta de Paulo tanto assunto à igreja.

 I - Como deve ser a nossa vida?

Nós somos templo do Espírito Santo Figura peculiar. (única).

Morada de Deus. Deus habita no nosso coração. Que é a posição do crente na região celeste Efésios 2:6 - e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

 4:30 NÃO ENTRISTEÇAIS O ESPÍRITO SANTO. O Espírito Santo, que habita no crente (Rm 8.9; 1 Co 6.19), é a terceira Pessoa da trindade e como pessoa  pode sentir intensa mágoa ou tristeza, assim como o próprio Jesus sentia quando chorou por causa de Jerusalém, e em outras ocasiões (Mt 23.37; Mc 3.5; Lc 19.41; Jo 11.35).

 1) O crente causa tristeza ou pesar ao Espírito Santo, quando não dá importância à sua presença, voz ou direção (Rm 8.5-17; Gl 5.16-25; 6.7-9).

2) Entristecer o Espírito Santo leva a resisti-lo (At 7.51); isto, por sua vez, leva a extingui-lo (1 Ts 5.19) e, finalmente,

3) A fazer agravo ao Espírito da graça (Hb 10.29). Esta última ação pode ser identificada como a blasfêmia contra o Espírito Santo, para a qual não há perdão Jesus.

 Jesus está no céu assentado à direita de Deus Pai e o Espírito Santo ,está aqui na terra e ele pode ser entristecido.

 Longe de vós - Mantenha distância

Efésios 4:31 -  Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós.

Toda amargura – Alma amarga Hebreus 12:15 -  Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

"Raiz de amargura" refere-se a um espírito e atitude caracterizados por animosidade e ressentimento intensos. Aqui, talvez se refira o ressentimento do crente contra a disciplina de Deus, ao invés de submissão humilde à sua vontade para nossa vida. A amargura pode ter como objeto pessoas da igreja. Isso prejudica a pessoa que está assim amargurada, deixando-a sem condições de entrar na presença de Deus em oração. A amargura entre um grupo de crentes pode alastrar-se e corromper a muitos, destruindo a "santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (v. 14).

 Ira  - É um estado emocional caracterizado pelo acúmulo de irritação tal que leva a pessoa a um descontrole emocional sem precedentes. A ira rouba o nosso entendimento.

Ec.7:9 -  Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos.

Pv.27:3 -  Pesada é a pedra, e a areia também; mas a ira do insensato é mais pesada do que elas ambas.

Ef.4:26 -  Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.

A ira é como a tentação, que se não for consumada, não é pecado.A bíblia diz que o homem sábio desvia-se da ira. Pv.29:8 -  Os homens escarnecedores abrasam a cidade, mas os sábios desviam a ira.

 Cólera - É uma pessoa violenta – e produzem frutos indesejáveis, frutos carnais que prejudicam a vida espiritual. Em lugar de alegria, paz e felicidade vão brotar a tristeza, discussões, mágoa, amargura, guerra, desunião e o desejo ardente de vingança.

 Gritaria – A gritaria gera violência. Uma lata vazia faz muito barulho a cheia não. Devemos estar cheios do Espírito Santo. Assim não geraremos barulhos. A presença de Deus pode trazer barulhos, mas o barulho não traz Deus até nós.

 Blasfêmias – Calúnia, murmuração, toda malícia.

 Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia são frutos da carne, e por isso é proibido por Deus. Tem ligações negativas e produzem frutos indesejáveis e prejudicam a vida espiritual

 3- COMPARE UMA PASSAGEM COM OUTRA

 Muitos erros tem sido infundados sobre textos da Bíblia sem referência a outras passagens que provam que a interpretação é errônea. Para estabelecer qualquer doutrina é necessário comparar duas das passagens que tem o mesmo assunto, para verificar todo o ensino.

Provérbios 6:16 a 19 –  Seis coisas aborrecem ao Senhor

- Olhos altivos

- língua mentirosa

- mãos que derramam sangue inocente

- coração que maquina pensamentos viciosos

- pés que se apressam a correr para o mal,

- testemunha falsa que profere mentiras

 E a sétima a sua alma abomina:

- o que semeia contendas entre irmãos.

 Tente soltar um saco de penas do alto de um monte. Vindo o vento o leva para toda parte, e nunca mais conseguiremos ajunta-las novamente. Assim é a palavra do homem.

 Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta de sacrifício a Deus, em aroma suave. A L E L U I A !!!

 4 - ACORDO E FIM D0 PROPÓSITO DAS ESCRITURAS

 (II Tm 3.15-17; Jo 20.30,31) A Bíblia não é uma cartilha na ciência, tampouco é um livro de história, embora contenha muitas verdades científicas e muitos dados históricos. Porém, seu fim nunca tem sido ensinar a história e a ciência, mas ensinar o homem a aproximar-se de Deus e andar com Ele uma vida de santidade. Com este grande fim, todas as suas biografias, suas histórias e seus ensinos são coordenados. Pois na interpretação de cada página devemos algo para aproximar-nos de Deus e ensinar - nos mais dEle.

Perto de vós

Efésios 4:32 – Longe de vós Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Benignos  - Bondoso, amável . Amar é um mandamento e não opção de vida.

Misericordiosos – Que tem misericórdia. Compaixão é igual a amor. Perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

 FRUTO DO ESPÍRITO

Gl 5.19-23 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição,

impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.”Lembremos que frutos indesejáveis , prejudicam a vida espiritual

 Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.

 OBRAS DA CARNE. “Carne” é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito Santo. As obras da carne (5.19-21) incluem:

 1) “Prostituição” imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos ( Mt 5.32; 19.9;At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.

2) “Impureza” pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).

 3) “Lascívia” sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).

 4) “Idolatria” adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).

 5) “Feitiçarias” espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).

 6) “Inimizade”sintenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.

7) “Porfias” brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).

 8) “Emulações” ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13).

 9) “Iras” ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).

 10) “Pelejas” ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).

 11) “Dissensões” introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus Rm 16.17).

 12) “Heresias” grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).

 13) “Invejas” antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.

 14) “Homicídios” matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.

 15) “Bebedices” descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.

 16) “Glutonarias” diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

 As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de Deus, não terá salvação.

 O FRUTO DO ESPÍRITO. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus ( 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).

O fruto do Espírito inclui:

1) “Caridade” o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).

 2) “Gozo” a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; Fp 1.14 ).

 3) “Paz” a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).

 4) “Longanimidade” perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).

 5) “Benignidade” não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).

 6) “Bondade” zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).

 7) “Fé” lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).

 8) “Mansidão” moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, Nm 12.3 com Êx 32.19,20).

9) “Temperança” o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).

O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

 Romanos 1.18 A IRA DE DEUS. A ira de Deus é uma expressão da sua justiça e do seu amor. É a indignação pessoal de Deus e sua reação imutável diante de todo o pecado (Ez 7.8,9; Ef 5.6; Ap 19.15) causada pelo comportamento iníquo do ser humano (Êx 4.14; Nm 12.1-9; 2 Sm 6.6,7) e nações (Is 10.5; 13.3; Jr 50.13; Ez 30.15), e pela apostasia e infidelidade do seu povo (Nm 25.3; 32.10-13; Dt 29.24-28).

 1) No passado, a ira de Deus e seu ódio ao pecado revelou-se através do dilúvio (Gn 6-8), da fome e da peste (Ez 6.11ss), do abrasamento da terra (Dt 29.22,23), da dispersão do seu povo (Lm 4.16) e de incêndio através da terra (Is 9.18,19)

 2) No presente, a ira de Deus é vista quando Ele entrega os ímpios à imundícia e às vis paixões e leva à ruína e à morte todos quantos persistem em lhe desobedecer (1.18-3.18; 6.23; Ez 18.4; Ef 2.3).

3) No futuro, a ira de Deus incluirá a Grande Tribulação para os ímpios deste mundo (Mt 24.21; Ap 6-19) e um dia vindouro de juízo para todos os povos e nações (Ez 7.19; Dn 8.19) "dia de alvoroço e de desolação, dia de trevas e de escuridão" (Sf 1.15), um dia de prestação de contas para os iníquos (2.5; Mt 3.7; Lc 3.17; Ef 5.6; Cl 3.6; Ap 11.18; 14.8-10; 19.15). Por fim, Deus manifestará sua ira mediante o castigo eterno sobre os que não se arrependerem.

4) A ira de Deus não é a sua última palavra aos seres humanos, pois Ele proveu um meio de escape ou salvação da sua ira. O pecador pode arrepender-se do seu pecado e voltar-se a Jesus Cristo por fé (5.8;

Jo 3.36; 1 Ts 1.10; 5.9;

5) Os crentes unidos a Cristo devem compartilhar da ira de Deus contra o pecado, não no sentido de vingança, mas por amor sincero à justiça e aversão ao mal.

O NT reconhece uma ira santa que aborrece aquilo que Deus odeia; ira esta evidenciada principalmente no próprio Jesus (Mc 3.5; Jo 2.12-17; Hb 1.9; Lc 19.45 ), em Paulo (At 17.16) e outras pessoas justas (2 Pe 2.7,8; Ap 2.6)

 Atributos de Deus – Deus é paciente e lento em irar-se (Êx 34.6; Nm 14.18; Rm 2.4; 1Tm 1.16). Deus expressou esta característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito (Gn 2.16,17).

Deus também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E Deus continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos (2Pe 3.9).

 Números 14.11 ATÉ QUANDO ME NÃO CRERÃO? No âmago da rebeldia de Israel estava a incredulidade oriunda do seu esquecimento da fidelidade de Deus no passado, de não confiar nEle como seu Senhor, e da não aceitação literal das suas promessas. Observando o seu modo de pensar, os israelitas não confiavam mais no Senhor em todas as circunstâncias.

1) Crer em Deus importa em aceitar tudo quanto Ele disser como a verdade e agir de acordo com isso, confiar inteiramente nas suas promessas, andar nos seus caminhos e amá-lo de todo o coração e de toda a alma (Dt 10.12)

2) A presença da fé faz-nos aceitos por Deus e considerados justos diante dEle (Gn 15.6 ); a ausência da fé nos condena (Jo 3.36)

Romanos 9.18 COMPADECE-SE DE QUEM QUER. A intenção de Deus é compadecer-se daqueles que se arrependem e crêem em Jesus como Senhor e Salvador. Ao mesmo tempo, Ele endurece a todos que se recusam a arrepender-se e optam por continuar nos seus pecados, rejeitando assim a salvação em Cristo. Esse propósito de Deus não muda quanto à pessoa ou nação (cf. 2.4-11).

9.18 ENDURECE A QUEM QUER. O endurecimento do coração do Faraó (v. 17), às vezes, é atribuído a Deus (Êx 4.21; 7.3,13; 9.12; 10.1; 11.10; 14.17) e, noutras ocasiões, ao próprio Faraó (Êx 7.22,23; 8.15,32). Faraó, cujo coração já estava em oposição a Deus, recebeu o devido julgamento da parte de Deus. Quando Faraó resistiu à vontade de Deus, a resposta de Deus foi endurecê-lo ainda mais.Sendo assim, o endurecimento do coração do Faraó não foi uma ação arbitrária de Deus, pois Ele agiu segundo seu princípio justo, de endurecer todos aqueles que o rejeitam ( Rm 1.21-32).

 Rm 20:22,23 VASOS DA IRA... VASOS DE MISERICÓRDIA. A expressão "vasos da ira" refere-se àqueles que, pela prática do pecado,

estão se preparando para a sua destruição eterna. O indivíduo torna-se uma vaso da ira através dos seus próprios atos pecaminosos e da sua própria rebelião contra Deus, conforme Paulo já declarara: "Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti" (2.5). Apesar disso, os vasos da ira ainda poderão arrepender-se, voltar-se para Deus e receber sua misericórdia.

 A expressão "vasos de misericórdia" (v. 23) refere-se àqueles, tantos judeus como gentios, que crêem em Jesus Cristo e o seguem (vv. 24-33).

 Ap 6:17 - 6.16 IRA DO CORDEIRO. A ira do Cordeiro descrita nos capítulos 6-19 deve alertar todos os leitores quanto à medida do ódio de Deus contra o pecado, a imoralidade e a iniqüidade impenitente. É o mesmo que a ira de Deus). Os fiéis da igreja de Cristo não estão destinados à ira de Deus (1 Ts 5.9), pois Jesus prometeu que virá para livrá-los da ira vindoura ( 3.10; 1 Ts 1.10)

 Rm.3: 3.24 JUSTIFICADOS GRATUITAMENTE... PELA REDENÇÃO. Este versículo contém duas das palavras que Paulo mais usa para expressar a salvação: "justificados" e "redenção"

3.25 SEU SANGUE. O NT enfatiza várias verdades no tocante à morte de Cristo em prol da humanidade.

1) Foi um sacrifício, a oferenda do seu sangue, da sua vida (1 Co 5.7; Ef 5.2).

2) Foi vicária, i.e., ele morreu, não para seu próprio bem, mas para o bem dos outros (5.8; 8.32; Mc 10.45; Ef 5.2).

3) Foi substituinte, Cristo padeceu a morte como a penalidade do nosso pecado, como nosso substituto.

4) Foi propiciatória, a morte de Cristo em prol dos pecadores satisfez a lei justa de Deus, bem como a ordem moral divina. A morte de Cristo removeu a ira de Deus contra o pecador arrependido. A integridade de Deus exigia que o pecado fosse castigado e que fosse feita propiciação junto a Ele, em nosso favor. Pela propiciação no sangue de Cristo, a santidade de Deus permaneceu imaculada e Ele pôde manifestar, com toda justiça, a sua graça e amor na salvação (v. 25).

Deve ser enfatizado que o próprio Deus propôs Cristo como nossa propiciação (v. 25). Ele não precisava ser persuadido a demonstrar misericórdia e amor, pois "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2 Co 5.19; cf. Jo 3.16; Rm 5.8; 8.3,32; 1 Co 8.6; Ef 4.4-6).

5) Foi expiatória, i, um sacrifício para fazer expiação ou reparação pelo pecado. Como expiação, o sacrifício visa a remir a culpa. Pela morte de Cristo, foram anulados a culpa e o poder do pecado, que fazem separação entre Deus e o crente.

6) Foi eficaz, a morte expiatória de Cristo tem em si o poder de produzir o efeito cabal necessário da redenção, quando esta é buscada pela fé.

7) Foi vitoriosa, na cruz, Cristo triunfou na sua luta contra o poder do pecado, de Satanás e de suas hostes demoníacas, que mantinham o ser humano no cativeiro. Sua morte foi a vitória inicial sobre os inimigos espirituais de Deus e dos homens (8.3; Jo 12.31,32; Cl 2.15). Assim sendo, a morte de Cristo é redentora. Dando sua própria vida como resgate (1 Pe 1.18,19), Ele nos libertou dos inimigos que mantinham a raça humana na escravidão,  o pecado (6.6), a morte (2 Tm 1.10; 1 Co 15.54-57) e Satanás (At 10.38); e nos libertou para servirmos a Deus.Todos os benefícios da morte sacrificial de Cristo, mencionados supra, pertencem, em potencial, a todo ser humano, mas tornam-se realidade somente para aqueles que, pela fé, aceitam Jesus Cristo e seu sacrifício redentor em lugar deles.

 5- NÃO ESPERAR PARA COMPREENDER TUDO

 Do modo que Jesus, o Deus - homem é inescrutável e incomparável a mera Sabedoria mana, assim Sua palavra é muito elevada em Seu divino ensino e a mente humana, não é capaz de compreender todas as suas profundezas. Deus tem prometido revelá - la toda por meio do Seu Espírito à alma humilde que vem como criança aos pés de Cristo. Mas ainda para o crente batizado com o Espírito Santo, o conhecimento da interpretação não vem num momento, somos tardios de coração para entender, quer muitas vezes aprendamos vagarosamente (Is 28:20; 1 Jo 3.2)

 5 - ACEITE A BÍBLIA COMO UMA REVELAÇÃO EM JESUS CRISTO

 Jesus Cristo veio em forma humana para manifestar - nos o Pai, pois Ele se chama o Verbo, a Palavra de Deus. A Bíblia é a palavra escrita e do mesmo modo como o corpo humano manifestou o divino Deus, assim a Bíblia o manifesta e O revela em todas as partes, assim na história, na poesia, como nos Evangelhos e Epístolas. Toda interpretação que milita contra o Espírito e ensino de Cristo não pode ser correta, porque todo o livro revela a Ele. Ler e estudar a Bíblia é um bom plano para buscar a Cristo em cada página.

 1º)Sl.119:18 - Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.

 3º) Jo 2.15 - E, tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, bem como os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas,...

 O TESTAMENTO QUE A BÍBLIA DÁ DE SI MESMA

 Antes de deixar nosso estudo de interpretação bíblica, será bom notar algo acerca da maneira como a Bíblia mesmo dá testemunho da sua origem divina. Recomendamos que o aluno decore com exatidão as seguintes passagens:

 Hb. 1.1,2 - Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

FALOU-NOS... PELO FILHO. Estes dois primeiros versículos estabelecem o tema principal deste livro. No passado, o instrumento principal de Deus para sua revelação foram os profetas, mas agora Ele tem falado, ou se revelado pelo seu Filho Jesus Cristo, que é supremo sobre todas as coisas. A Palavra de Deus falada mediante seu Filho é final: ela cumpre e transcende tudo o que foi anteriormente falado da parte de Deus. Absolutamente nada, nem os profetas (v. 1), nem os anjos (v. 4), têm maior autoridade do que Cristo. Ele é o único caminho para a salvação eterna e o único mediador entre Deus e o homem. O escritor de Hebreus confirma a supremacia de Cristo ao enumerar dEle sete grandes revelações

 Hb. 2.3,4 – Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram; testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?

 Hb.2:1-3 PARA QUE EM TEMPO ALGUM NOS DESVIEMOS DELAS. Uma das razões por que o escritor de Hebreus destaca a superioridade do Filho de Deus e da sua revelação sobre a dos profetas e dos anjos é enfatizar, diante dos que experimentaram a salvação em Cristo, que devem levar muito a sério o testemunho e doutrina originais de Cristo e dos apóstolos. Por isso, devemos dar muita atenção à Palavra de Deus, ao nosso relacionamento com Cristo e à direção do Espírito Santo (Gl 5.16-25).

1) A negligência, o descuido ou a falta de interesse, é desastroso. O crente que, por negligência, desconhece a verdade e os ensinos do evangelho, corre o grande perigo de ser arrastado rio abaixo além do porto seguro, onde não há mais segurança.

2) Assim como todos os endereçados de Hebreus, todo cristão é tentado a tornar-se indiferente para com a Palavra de Deus. Por causa de descuido e desinteresse, é fácil começarmos a prestar menos atenção às advertências de Deus (v. 2), cessarmos de perseverar em nossa luta contra o pecado (12.4; 1 Pe 2.11), e aos poucos desviar-nos do Filho de Deus, Jesus Cristo .

 2:4 TESTIFICANDO...DEUS COM ELES. O Espírito Santo, através do escritor de Hebreus, reafirma que Deus confirmou e aprovou a mensagem do evangelho com sinais, prodígios, milagres e dons do Espírito Santo (At 2.22). Depois da sua ressurreição, Cristo teu que a confirmação milagrosa da mensagem do evangelho acompanharia todos aqueles que cressem. Deus deseja que o testemunho do crente seja mais do que simples palavras (Mc 16.20; Jo 10.25; At 2.22,43; 1 Co 2.4,5; Gl 3.5; 1 Ts 1.5; 1 Pe 1.12)

 IITm 3.16,17 – Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeitor e perfeitamente instruído para toda boa obra.

 A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

 2Tm 3.16,17 “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para  toda boa obra.”

 O termo “Escritura”, conforme se encontra em 2Tm 3.16, refere-se principalmente aos escritos do AT (3.15). Há evidências, porém, de que escritos do NT já eram considerados Escritura divinamente inspirada por volta do período em que Paulo escreveu 2Tm (1Tm 5.18, cita Lc 10.7; 2Pe 3.15,16). Para nós, hoje, a Escritura refere-se aos escritos divinamente inspirados tanto do AT quanto do NT, a Bíblia. São (os escritos) a mensagem original de Deus para a humanidade, e o único testemunho infalível da graça salvífica de Deus para todas as pessoas.

1) Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus. A palavra “inspirada” (gr. theopneustos) provém de duas palavras gregas: Theos, que significa “Deus”, e pneuo, que significa “respirar”. Sendo assim, “inspirado” significa “respirado por Deus”. Toda a Escritura, portanto, é respirada por Deus; é a própria vida e Palavra de Deus. A Bíblia, nas palavras dos seus manuscritos originais, não contém erro; sendo absolutamente verdadeira, fidedigna e infalível. Esta verdade permanece inabalável, não somente quando a Bíblia trata da salvação, dos valores éticos e da moral, como também está isenta de erro em tudo aquilo que ela trata inclusive a história e o cosmos (2Pe 1.20,21; note também a atitude do salmista para com as Escrituras no Sl 119).

 2) Os escritores do AT estavam conscientes de que o que disseram ao povo e o que escreveram é a Palavra de Deus (Dt 18.18; 2Sm 23.2). Repetidamente os profetas iniciavam suas mensagens com a expressão: “Assim diz o Senhor”.

 3) Jesus também ensinou que a Escritura é a inspirada Palavra de Deus até em seus mínimos detalhes (Mt 5.18). Afirmou, também, que tudo quanto Ele disse foi recebido da parte do Pai e é verdadeiro (Jo 5.19, 30,31; 7.16; 8.26). Ele falou da revelação divina ainda futura (a verdade revelada do restante do NT), da parte do Espírito Santo através dos apóstolos (Jo 16.13; 14.16,17; 15.26,27).

 4) Negar a inspiração plenária das Sagradas Escrituras, portanto, é desprezar o testemunho fundamental de Jesus Cristo (Mt 5.18; 15.3-6; Lc 16.17; 24.25-27, 44,45; Jo 10.35), do Espírito Santo (Jo 15.26; 16.13; 1Co 2.12-13; 1Tm 4.1) e dos apóstolos (3.16; 2Pe 1.20,21). Além disso, limitar ou descartar a sua inerrância é depreciar sua autoridade divina.

 5) Na sua ação de inspirar os escritores pelo seu Espírito, Deus, sem violar a personalidade deles, agiu neles de tal maneira que escreveram sem erro (3.16; 2Pe 1.20,21).

 6) A inspirada Palavra de Deus é a expressão da sabedoria e do caráter de Deus e pode, portanto, transmitir sabedoria e vida espiritual através da fé em Cristo (Mt 4.4; Jo 6.63; 2Tm 3.15; 1Pe 2.2).

 7) As Sagradas Escrituras são o testemunho infalível e verdadeiro de Deus, na sua atividade salvífica a favor da humanidade, em Cristo Jesus. Por isso, as Escrituras são incomparáveis, eternamente completas e incomparavelmente obrigatórias. Nenhuma palavra de homens ou declarações de instituições religiosas iguala-se à autoridade delas.

 8) Qualquer doutrina, comentário, interpretação, explicação e tradição deve ser julgado e validado pelas palavras e mensagem das Sagradas Escrituras.

 9) As Sagradas Escrituras como a Palavra de Deus devem ser recebidas, cridas e obedecidas como a autoridade suprema em todas as coisas pertencentes à vida e à piedade (Mt 5.17-19; Jo 14.21; 15.10; 2Tm 3.15,16). Na igreja, a Bíblia deve ser a autoridade final em todas as questões de ensino, de repreensão, de correção, de doutrina e de instrução na justiça (2Tm 3.16,17). Ninguém pode submeter-se ao senhorio de Cristo sem estar submisso a Deus e à sua Palavra como a autoridade máxima (Jo 8.31,32, 37).

 10) Só podemos entender devidamente a Bíblia se estivermos em harmonia com o Espírito Santo. É Ele quem abre as nossas mentes para compreendermos o seu sentido, e quem dá testemunho em nosso interior da sua autoridade.

 11) Devemos nos firmar na inspirada Palavra de Deus para vencer o poder do pecado, de Satanás e do mundo em nossas vidas (Mt 4.4; Ef 6.12,17; Tg 1.21).

 12) Todos na igreja devem amar estimar e proteger as Escrituras como um tesouro, tendo-as como a única verdade de Deus para um mundo perdido e moribundo. Devemos manter puras as suas doutrinas, observando fielmente os seus ensinos, proclamando a sua mensagem salvífica, confiando-as a homens fiéis, e defendendo-as contra todos que procuram destruir ou distorcer suas verdades eternas (Fp 1.16;). Ninguém tem autoridade de acrescentar ou subtrair qualquer coisa da Escritura.

 13) Um fato final a ser observado aqui. A Bíblia é infalível na sua inspiração somente no texto original dos livros que lhe são inerentes. Logo, sempre que acharmos nas Escrituras alguma coisa que parece errada, ao invés de pressupor que o escritor daquele texto bíblico cometeu um engano, devemos ter em mente três possibilidades no tocante a um tal suposto problema:

 a) as cópias existentes do manuscrito bíblico original podem conter inexatidão;

 b) as traduções atualmente existentes do texto bíblico grego ou hebraico podem conter falhas; ou

 c) a nossa própria compreensão do texto bíblico pode ser incompleta ou incorreta.

 II Pe.1.19 - 21  E temos mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração, Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

 1.19 MUI FIRME A PALAVRA DOS PROFETAS. Pedro contrasta as idéias humanistas com a Palavra de Deus (v. 16). Ele atesta a origem divina das Escrituras e afirma que toda a profecia teve sua origem em Deus, e não no ser humano ( v. 16). Assim, temos a certeza de que a mensagem de Deus é infalível (não é passível de conter erros ou enganos) e inerrante (livre de erros, falsificação ou logro). A infalibilidade e a inerrância da Bíblia são inseparáveis, porque a inerrância é o resultado da infalibilidade da própria Palavra de Deus. As Escrituras, na sua totalidade, são verdadeiras e fidedignas em todos os seus ensinos (2 Sm 23.2; Jr 1.7-9; 1 Co 14.37)

 1.20 NENHUMA PROFECIA DA ESCRITURA. O significado é que nenhuma profecia das Escrituras veio das idéias, ou raciocínio do seu escritor, mas, sim, do Espírito Santo.

 1.21 OS HOMENS... DE DEUS FALARAM INSPIRADOS PELO ESPÍRITO SANTO. Pedro afirma a divina origem e autoridade das profecias da Escritura. Todos os crentes devem de modo semelhante, manter um conceito firme e final da inspiração e autoridade das Sagradas Escrituras. Há várias razões para isso:

1) É a única maneira de ser fiel ao que Jesus Cristo, os apóstolos e a própria Bíblia ensinam a respeito das Escrituras.

 2) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, a igreja fica sem alicerce autêntico e seguro para sua fé, sem certeza da salvação, sem valor moral absoluto, sem mensagem garantida para pregar, sem nenhuma certeza do batismo no Espírito Santo e da operação de milagres e nenhuma esperança da volta iminente de Jesus Cristo.

3) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, os cristãos fiéis à Bíblia não têm nenhuma verdade absoluta e objetiva, baseada na autoridade do próprio Deus, com a qual possam julgar e rejeitar os valores movediços deste mundo, as filosofias humanas e as práticas ímpias da cultura mundana (Sl 119.160).

4) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, o cristão não tem condições de suportar as terríveis dificuldades dos últimos dias (1 Ts 2.1-12; 1 Tm 4.1 ; 2 Tm 3.1 ).

5) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, ficam enfraquecidas a plena autoridade e as doutrinas da Bíblia; em conseqüência disso, ela será substituída pela experiência religiosa subjetiva humana, ou pelo raciocínio independente e crítico, também humano (2.1-3)

Jo 1.19 – 21 – 19 - E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?E confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. E perguntaram-lhe: Então, quem és, pois? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não.

 I Pe 1.10 – 12 - 10 Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.

1.11 O ESPÍRITO DE CRISTO... NELES. Nossa fé se baseia não somente na Palavra de Deus do NT, mas também na Palavra de Deus do AT. O Espírito Santo, através dos profetas, predisse os sofrimentos de Cristo e a glória que viria depois disso.Gn 49.10; Sl 22;Is 52.13-53.12; Dn 2.44; Zc 9.9,10; 13.7; cf. Lc 24.26,27;  2 Pe 1.21. O Espírito Santo é aqui chamado "o Espírito de Cristo" porque Ele falava a respeito de Cristo, através dos profetas, e também Ele foi enviado da parte de Cristo (vv. 11,12;  Jo 16.7; 20.22; At 2.33)

1.12 PELO ESPÍRITO SANTO... PREGARAM. O mesmo Espírito que inspirou os profetas do AT (v. 11), inspirou a verdade do evangelho; assim, a mensagem do evangelho tem sua origem em Deus, e não nos seres humanos. No dia de Pentecoste, o mesmo Espírito que inspirou a verdade do evangelho começou a dar poder a todos os crentes para proclamarem essa mensagem (At 1.8; 2.4).

 II Sm. 23.1 -2 – E estas são as últimas palavras de Davi. Diz Davi, filho de Jessé, e diz o homem que foi levantado em altura, o ungido do Deus de Jacó, e o suave em salmos de Israel: O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca

 -Vemos aqui que Deus falou aos homens do Velho Testamento por meio dos profetas, nos Evangelhos por Seu Filho e depois no dia de pentecostes por meio de escritos, assinalados e inspirados por Cristo mesmo conforme a Sua promessa (Jo 16.12,13: 1 Co 2.13) Isto da a autoridade de Cristo mesmo a todos os livros do Novo Testamento.

 • Vemos também que Jesus disse terminantemente que as Escrituras não podem falhar. Isto dá Seu selo de autoridade a todo o Velho Testamento como os judeus tinham naquele tempo. Não deixando nenhuma dúvida acerca da Sua inspiração divina, sua autenticidade e sua credibilidade.

 • Vemos também os usos espirituais e práticos das Escrituras aos que aceitam - na como mensagem de Deus nos seus corações.